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Mostrando postagens de março, 2021

Entrevista Vanessa Alves

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  1- Como iniciou seu amor pelas letras?  As letras sempre me encantaram. Desde a infância, quando eu ouvia as histórias contadas pelos mais velhos, quando brincava de escolinha com outras crianças, quandobrincava de folhear e recortar revistas e jornais, ou quando insistia em saber o que estava escrito nas roupas que eu vestia eram indícios de que eu já era uma apaixonada pelas palavras. Quando aprendi a ler, passei por aquela fase de deslumbramento, de quem percebe que  pode ter acesso a  tudo o que está ao alcance dos seus olhos, mesmo não tendo plena consciência do que significava a maioria das coisas que lia. Decidi, então, ainda criança, que seria professora e trilhei os caminhos que me conduziram à profissão e ao constante aperfeiçoamento da mesma. 2- Quais dicas você daria aos pais para que as crianças se interessem por literatura? Acredito que os pais, por serem a primeira e maior referência para seus filhos, detêm grande responsabilidade como incentivadores...

Entrevista Danielli Cavalcanti

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  1- Como iniciou seu amor pelas letras? Na quarta série primária (sou desse tempo), a professora me pediu para recitar o poema Mãezinha querida, de Paulo Roberto, na celebração do Dia das Mães. Ela disse que eu teria que treinar em casa, mas eu iria me sair bem, porque eu gostava de ler. Como é importante ter alguém que acredite em nós, antes mesmo de nós mesmas.  Nesse ano, eu morei na casa da minha avó, lá havia uma coleção de livros da literatura brasileira, eu li uma carreira de livros da estante (A moreninha, A mão e a luva, Senhora, Helena, Memórias póstumas de Brás Cuba etc) e lia jornal, revista, tudo que estava disponível na sala.  Como é importante facilitar o acesso à leitura. Ainda nessa época, havia também um programa de TV, onde um político paraibano participou de alguns episódios recitando poemas de Augusto dos Anjos, eu adora ouvir aqueles poemas “estranhos”. Minha mãe me presenteou com papeis de cartas. Naquele ano, escrevi cartas para ela. Ainda hoje, g...

Entrevista Carol Gaertner

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  1- Como iniciou seu amor pelas letras? Desde criança eu amava ir às bibliotecas e às livrarias com meus pais. Lembro das minhas visitas, em especial, às Livrarias Ghignone, daqui de Curitiba do Shopping Mueller (que já fecharam as portas há tempos por sinal) e recordo, também, da roda de contações de histórias na Casa de Leitura do Bosque Alemão. Eram visitas mágicas, eu realmente sentia que acessava um outro Universo: o dos encantos com certeza. Na escola, também fui muito incentivada a escrever, a professora da quarta série do ensino fundamental, minha querida Ana Eliza Vaz (eterna "prof Ana"), realizava práticas bem lúdicas envolvendo literatura. Cada aluno tinha um "passaporte" que ela chamava "Passaporte da Leitura", nele registrávamos uma espécie de resenha de todos os livros que líamos durante o ano letivo e apresentávamos à turma (um dos livros que li na época: "O Pequeno Vampiro", de Angela Sommer-Bodenburg). Também havia o "Varal...

Bienal 2018

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 A primeira vez que fui à Bienal do livro, foi em 2018. Era um grande sonho. Senti-me imensamente honrada em participar como autora. Não consigo explicar o tamanho da Emoção. A Bienal abriu algumas portas, me apresentou pessoas e também caminhos que eu desconhecia.  Minha eterna gratidão a Deus por me permitir conhecer esse Universo Mágico! Para autores independentes, assim como eu, esse momento tem um grande significado. Enriquece o currículo. Amplia a visão. Traz muita inspiração. Um verdadeiro aprendizado! Deixar minha assinatura nos livros... Receber o abraço e o muito obrigado do leitor que se identifica com os meus textos... Isso me motiva a continuar. Um verdadeiro presente Divino! Participei da Bienal em três momentos: o primeiro, divulgando meus dois primeiros livros solos: "Eu acredito no Amor!" e "Metáforas". O segundo momento, divulgando a antologia: "O silêncio das palavras", ao lado de 99 autores (sim, sou a centésima!) de várias regiões do B...

Ciranda: Encontro de Contadores de Histórias

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 Anualmente, no mês de novembro, no Senac Aclimação, acontece o evento: Ciranda encontro de contadores de histórias. Tive o prazer de participar em 2017 e em 2018. Além de convidados especiais, a plateia interage e é lindo! Afinal, todos temos belas histórias para contar.  Na edição de 2018, o projeto estava voltado a novos escritores. Tive a oportunidade de falar um pouco do meu trabalho e apresentei um texto que eu amo e estará em meu próximo projeto solo, o qual divulgarei nas próximas semanas.  Fui como convidada especial da querida Elaine Gomes, idealizadora e organizadora do projeto. No mesmo dia, consegui o autógrafo dessa linda que havia publicado seu livro: "A arte de narrar histórias", na semana anterior.  No final do evento, como era de se esperar, a plateia se reuniu para registrar o momento que ficou com gostinho de quero mais. Em novembro, teremos o 9° encontro e eu pretendo estar lá: narrando histórias e/ou recitando poesias! Cada ano que participo me ...

Leia Para Uma Criança!

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Quando criança, ouvia histórias antes de dormir. E esse detalhe fez uma Grande diferença em minha vida! Fui alfabetizada e aprendi a frequentar a biblioteca da escola.  Crianças que são incentivadas a ouvir histórias desde o ventre da mãe, aprendem a lidar melhor com suas emoções, aprendem a ser mais persuasivas, comunicativas e vão bem na escola.  Trabalhei durante 5 anos no setor infanto juvenil de uma livraria. Via pais e filhos interagindo através da leitura de belos livros. Foram momentos mágicos! Garanto que não tem preço! Eu amava ver aquelas cenas. O mais interessante era ver bebês hipnotizados pelos livros. Indiquei muitas leituras para diversas famílias e a cada retorno à livraria, recebia um feedback positivo.  Fiquei tão feliz em viver essa experiência que meu TCC da pós graduação é um projeto de incentivo à leitura, destinado a professores pois infelizmente alguns alunos concluem o Ensino Médio com uma grande defasagem em leitura, escrita e interpretação...

Conheça a Ti Mesmo

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As aulas mais intensas e profundas que eu tive foram as que me propuseram não ter vergonha de mostrar meus textos ao mundo. Afinal, este dom me foi dado aos 12 anos e no decorrer da vida, busquei aperfeiçoá-lo. Minha querida professora me dizia a cada aula que é muito importante vivermos nossas emoções... Que é natural do ser humano tê-las guardadas no coração... Que elas não devem ficar aprisionadas... Que elas precisam fluir...  Anotei todas as falas dela em meu caderninho. E as Metáforas mais corajosas, faziam cócegas em mim, até que brotasse uma Poesia.  Foi divertido e ao mesmo tempo, desafiador pois ao final do curso, eu havia escrito um livro! Quando eu mostrei o que havia conseguido libertar em questão de emoção, ela simplesmente sorriu e disse que estava orgulhosa de mim. A partir daquele momento, decidi mostrar à professora, alguns dos meus textos.  A cada aula, éramos presenteadas com uma Metáfora e eu obedecia a voz do meu coração.  Teve uma vez que mostr...